01 novembro 2011

Um Estranho Perdido


Um estranho perdido


O céu perdia o brilho das estrelas, nuvens carregadas tomavam o céu, a brisa que refrescava estava congelando, em cada segundo o céu ficava mais escuro e eu me via mais só, imaginei ser apenas mais uma tempestade, esperei por horas e ela não quis passar. Decidi buscar um lugar seguro, o medo era minha única companhia, senti uma gota de água no meu rosto, ainda não eram minhas lagrimas. Determinado momento não consegui ver nada além dos relâmpagos que cortavam o céu, não ouvia nada além dos trovões que me amedrontavam, Sem rumo fui procurar casas de pessoas que afirmaram está sempre comigo, mas só vi casas trancadas, notei a Tv ligada e altas risadas, já sem esperança abracei a mim mesmo e me encostei em um dos muros que eu havia comprado para me proteger, começo a imaginar tantas coisas que deveria ter feito e fui negligente,  reconheci meus erros, foi quando minhas lagrimas se misturaram as gotas de chuva que descia na minha face, um relâmpago estranho cortou o céu, ele ia de uma extremidade a outra deixando meu nome, e um anjo apareceu com uma coluna de fogo em uma mão e na outra um livro preto. Mais um trovão enunciou meu medo, fiquei em duvida parecia um trovão, mas era alguém falando comigo, perguntou-me Quem és tu?


Rapidamente recordei dos anos de faculdade, dos livros de filosofias que estudei, das lindas frases consagradas de poetas, mas tudo parecia nada, na verdade não consegui falar nada a esse respeito, pois nunca havia dedicado tempo para isso, tinha outras coisas mais interessantes para fazer, depois de muito tempo meu medo aumentou e eu disse que não sabia, meu medo foi maior, meus lábios tremia, eu estava só, a voz voltou a falar dizendo: o foco não é você, o propósito de sua vida é muito maior que sua realização pessoal, te trouxe nesse mundo com um propósito. Então o anjo me entregou o livro de capa preta e ao tocá-lo a chuva em um só tempo parou e as nuvens começaram a desaparecer, o anjo sumiu junto com a voz e o fogo, as enormes casas ainda estavam lá, foi quando percebi que o lugar que eu estava era minha vida. Foi quando me senti um estranho perdido. Tanto diplomas, amigos, dinheiro, sucesso, prestigio, mas que me deixaram só e impotente diante de uma simples pergunta, Eu descobri que na minha própria vida eu era uma estranho perdido

3 comentários:

  1. Belo texto! Anhy, A intrigante pergunta:
    quem és tu? As velhas chaves não abrem a porta
    da nossa existência... não temos a reposta
    somos complexos, porque não compreendemos que
    biologicamente talvez saberemos responder,mas
    espiritualmente precisamos compreender o que é
    a Vida...e só iremos entender um pouco sobre
    a Vida, quando do nosso segundo nascimento,
    Como Nicodemos, o que é nascido da carne é carne
    o que é nascido do Espírito é Espírito.
    Se não nascermos de novo não saberemos o que é
    a Vida que Jesus nos falou. "Eu sou a ressurreição é a vida quem crer em mim mesmo morto terá a vida eterna. Isto só é possível
    enxergar com os olhos da fé... Anhy parabéns
    por sua reflexão, continue... apareça e não
    me esqueça, Deus seja contigo sempre! forte
    abraço e um beijo fraterno.

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  2. Oi Ana, fiquei muito feliz com sua visita ao meu blog e mais ainda por saber que gosta do meu livro! =D Estarei na 5 Feira do Livro de Sao Luis do Maranhao no inicio de dezembro, seria um prazer encontra-la! Adorei seu blog, ja estou seguindo. Abraços!

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  3. Olá, Ana, primeiro agradeço sua visita ao meu blog, o blog do Filemon. Segundo, porque gostei e fiquei feliz ao ler e ver seu blog. Parabéns. Outro dia tentei deixar um recado, mas não consegui. Quem sabe hoje, eu tenha mais sorte. Sucesso e continue. Abs. Filemon Martins.

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