20 julho 2011

A garotinha da varanda 2



O jantar foi servido e a menina olhava para o pai, com um olhar pidão.
Assim a noite passou, o pai não disse para a menina, pra falar a verdade, nemuma palavra foi pronunciada. Logo pela manhã cedo, o pai acordou a pequena Lívia.
- Filha, você vai escolher qualquer escola para você estudar. Você que manda. Hoje chegarei mais cedo do trabalho, e te levarei para visitar as escolas.
- Qualquer uma pai. A menina falou ainda sonâmbula
- Espera-me, que chegarei cedo.
Não foi o violão que a garotinha tanto queria, mas com certeza, foi uma ótima noticia para ela.
Durante a manhã, ela ajudou Naizér, e durante a tarde foi pra varanda, esperar o pai chegar.
Enquanto espera ela sorria dos meninos brigando, para saber de quem tinha sido o gol.  Tinha uma menina Magricela, cabelo liso e preto, que chamava a atenção de Lívia, e por incrível que pareça, a menina magricela, foi até a varanda e disse.
- Você quer brincar com agente?
- Estou esperando papai, ele vai me levar para escolher uma escola.
- Você fica brincando até ele chegar.
- Eu não posso, mas amanhã sim.
- Em qual escola você vai se matricular?
- Ainda não sei. Onde você estuda?
- Jardim Feliz, no outro bairro. É perto.
- Legal.
Antes de a menina magricela falar alguma coisa.  Sua mãe estava chamando-a.
- Keyla. Keyla.
Ela estava aos berros. A menina saiu correndo.
- Quem é essa garotinha da varanda que você está conversando?
- e a menina nova, é nossa vizinha.
- Vai já pra dentro.
A menina nãos cansava de esperar o pai. Era importante para ela. Quando Naizér chegou.
- Pequena Lívia, às vezes aprendemos com a dor.
- Tudo bem.
- A gente pode até confiar duas, três, quatro vezes em uma mesma pessoa. Mais Você não pode se culpar de ter confiado outra vez. Quem faz uma vez, está sujeito a fazer mais vezes.
- Aonde você quer chegar?
- No mais intimo dos seus sentimentos.
Naizér convenceu Lívia a brincar no jardim só elas duas, com uma bola.
As duas ficaram ali na varanda por totó o fim de tarde e inicio de noite. Naizér começou a cantar para Lívia. Ela adormeceu nos braços de Naizér, mas foi logo despertada.
- Acorda, temos que jantar.
- Papai chegou?
- Ainda não.
- Ele disse que vinha cedo.
- Ele sempre diz alguma coisa.
Naizér preparou um suco com biscoitos, e após o lanche. Levou-a para a cama.  Muito tempo depois, Lucas, o pai da menina chegou.
- Naizér. Cadê Lívia?
- Ela estava te esperando na varanda, mas já adormeceu.
- Eu esqueci completamente. Vou pedir desculpas pra ela.
- é impressionante, comoos adultos, prometem, fracassam e acham que vai ficar tudo bem depois de dá uma desculpa. Ela é sua filha. Ela precisa de um pai. Para de negligenciar sua filha.
- Ela é minha filha. Eu a educo da maneira que em parecer melhor.
- Esse é o problema, você não a educa.
- Então eu sou um fracasso de pai?
Lucas já falava em um tom agressivo. Com certeza seus nervos estavam a flor da pele.
- Diga-me você. Você é um bom pai?
- Não falta nada pra Lívia, tudo que ela quer eu dou.
-E o violão? Melhor, você dá atenção pra ela? Carinho? Às vezes as pessoas não querem um quarto cheio de coisas, às vezes ela quer apenas você lá, do lado dela.
- eu não vou ficar ouvindo esse monte de baboseiras.
- Talvez se eu falasse do seu emprego, você ficaria né?
- Cuidado com o seu emprego.
- Se for necessário falar a verdade, eu não vou me calar por causa de ameaças.
Marta a mãe de Lívia chegou.
- O que está acontecendo aqui?
-Naizér quer me ensinar educar Lívia. Só o que me faltava.
No outro dia, lá estava Lívia na varanda outra vez. Ela esperava pelo pai outra vez. Quando Keyla chegou.
- Hoje você pode brincar?
- Acho que sim.
- Qual seu nome? Perguntou Keyla
- Lívia, e o seu?
- Keyla, ontem eu sonhei com você.
- Lívia, eu tenho poucos amigos, você gostaria de ser minha melhor amiga para sempre?

( Continua.)

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